Na fisiologia humana compartilhamos de inteligentes sistemas que realizam a defesa do organismo. Este mecanismo está intimamente atrelado ao que ingerimos e também ao que nos expomos. Os β-glucanos são um grupo heterogêneo de polissacarídeos abundantes nas paredes celulares de leveduras, bactérias e fungos. Ao ingerirmos os β-glucanos eles iram atuar estimulando a imunidade inata por meio de padrões moleculares associados a patógenos PAMPs (um tipo de reconhecimento de patógenos pelo organismo). Ao chegar ao intestino, os β-glucanos são internalizados pelas células epiteliais e são apresentados às células imunes. Longos e sucessivos processos acontecem até que por meio da modulação de inflamação e da ativação do fator de transcrição, resultam na produção de citocinas, quimiocinas e espécies reativas de oxigênio (tais componentes modulam as respostas do sistema imune).
COMO É O SISTEMA IMUNE?
O sistema imune é composto por células de defesas que são ativadas assim que reconhecem agentes patológicos ou qualquer tipo substancia estranha. São como sensores a serem ativados para recuperar a homeostase do organismo. Nesse processo estão envolvidas células como, macrófagos, leucócitos, linfócitos entre outros. É importe saber que temos um sistema imune inato (de resposta mais incisiva) e sistema imune adaptativo (atua depois de um reconhecimento), temos como exemplo aas vacinas.
RELAÇÃO ENTE BETA-GLUCANOS E SISTEMA IMUNE
Os β-glucanos estimulam a atividade citotóxica das células NK como parte da resposta imune inata ligando-se diretamente ao receptor de ativação NKp30. Os alvos da imunidade inata de β-glucano são monócitos, macrófagos, células dendríticas e células NK. Os β-glucanos induzem a atividade antimicrobiana de células mononucleares e também de neutrófilos. Os β-glucanos ativam todos os aspectos do sistema imunológico, resultando em uma resposta imune contínua e duradoura contra vários patógenos que podem induzir imunidade antiviral específica.
QUAL SUA RELAÇÃO COM A DOENÇA COVID19?
Os β-glucanos orais foram descritos como suplementos profiláticos para aumentar as respostas imunológicas e para anular os sintomas de COVID-19 por meio de suas ações TRIM. O SARS-CoV-2 tem um receptor viral hospedeiro ACE2 que aparece no citoplasma das células epiteliais gastrointestinais, sugerindo que o intestino pode ser relevante na patogênese da COVID-19 e talvez uma possível via de infecção. Os β-glucanos com efeitos imunológicos no intestino podem, portanto, ser uma estratégia de suplementação vantajosa para a terapia com COVID-19. Já nas vacinas, uma vez que os β-glucanos são reconhecidos como PAMPs, eles são reconhecidos pela ligação de PRRs (receptores de reconhecimento de padrão) específicos, como TLR e receptores semelhantes à lectina do tipo C, que estimulam a imunidade inata por direcionamento de células, incluindo macrófagos e células NK, bem como a imunidade adaptativa ao expandir e ativar células T-CD4 e CD8 específicas do antígeno e permitir que os linfócitos B produzam anticorpos.
QUAL A RELAÇÃO ENTRE AFO-202 BETA-GLUCANO NA VACINA CONTRA A COVID19?
O AFO-202 β-glucano pode induzir várias respostas imunes positivas relevantes para COVID-19. Ele diminuiu os níveis de IL-6, que é comumente a citocina mais elevada em uma tempestade de citocinas COVID-19, o principal mecanismo que causa danos aos órgãos e mortalidade. Também ativou e aumentou produção de algumas células de defesa que ajuda a equilibrar a resposta imune regulatória. As células B por AFO-202 β-glucano resultam na produção de anticorpos específicos para vírus da virose. Além disso, foi sugerido que AFO-202 β-glucano é benéfico na redução do risco de coagulopatia devido à presença de um sistema inflamatório desregulado em pacientes com COVID-19, especialmente em indivíduos vulneráveis com base na raça (caucasianos, afro-americanos e hispânicos), pessoas com comorbidades, incluindo diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, mulheres grávidas.
ESTUDO RELACIONADO
Menciona-se ainda um estudo piloto em voluntários saudáveis (homens com idade entre 40 e 60 anos) na avaliação de biomarcadores relevantes para a trombogenicidade, além do reforço imunológico e modulação imunológica com AFO-202 β-glucana e os resultados provisórios são encorajadores. Com base nesses resultados preliminares encorajadores, planejamos realizar um estudo controlado em pacientes COVID-19 cujas condições gerais de saúde permitem o consumo oral.
Na fisiologia humana compartilhamos de inteligentes sistemas que realizam a defesa do organismo. Este mecanismo está intimamente atrelado ao que ingerimos e também ao que nos expomos. Os β-glucanos são um grupo heterogêneo de polissacarídeos abundantes nas paredes celulares de leveduras, bactérias e fungos. Ao ingerirmos os β-glucanos eles iram atuar estimulando a imunidade inata por meio de padrões moleculares associados a patógenos PAMPs (um tipo de reconhecimento de patógenos pelo organismo).
Ao chegar ao intestino, os β-glucanos são internalizados pelas células epiteliais e são apresentados às células imunes. Longos e sucessivos processos acontecem até que por meio da modulação de inflamação e da ativação do fator de transcrição, resultam na produção de citocinas, quimiocinas e espécies reativas de oxigênio (tais componentes modulam a resposta do sistema imune). Os β-glucanos estimulam a atividade citotóxica das células NK como parte da resposta imune inata ligando-se diretamente ao receptor de ativação NKp30. Os alvos da imunidade inata de β-glucano são monócitos, macrófagos, células dendríticas e células NK. Os β-glucanos induzem a atividade antimicrobiana de células mononucleares e também de neutrófilos.
Os β-glucanos orais foram descritos como suplementos profiláticos para aumentar as respostas imunológicas e para anular os sintomas de COVID-19 por meio de suas ações TRIM. O SARS-CoV-2 tem um receptor viral hospedeiro ACE2 que aparece no citoplasma das células epiteliais gastrointestinais, sugerindo que o intestino pode ser relevante na patogênese da COVID-19 e talvez uma possível via de infecção. Os β-glucanos com efeitos imunológicos no intestino podem, portanto, ser uma estratégia de suplementação vantajosa para a terapia com COVID-19.
Já nas vacinas, uma vez que os β-glucanos são reconhecidos como PAMPs, eles são reconhecidos pela ligação de PRRs (receptores de reconhecimento de padrão) específicos, como TLR e receptores semelhantes à lectina do tipo C, que estimulam a imunidade inata por direcionamento de células, incluindo macrófagos e células NK, bem como a imunidade adaptativa ao expandir e ativar células TCD4 e CD8 específicas do antígeno e permitir que os linfócitos B produzam anticorpos.
Menciona-se ainda um estudo piloto em voluntários saudáveis (homens com idade entre 40 e 60 anos) na avaliação de biomarcadores relevantes para a trombogenicidade, além do reforço imunológico e modulação imunológica com AFO-202 β-glucana e os resultados provisórios são encorajadores. Com base nesses resultados preliminares encorajadores, planejamos realizar um estudo controlado em pacientes COVID-19 cujas condições gerais de saúde permitem o consumo oral.
Os β-glucanos ativam todos os aspectos do sistema imunológico,resultando em uma resposta imune contínua e duradoura contra vários patógenos que podem induzir imunidade antiviral específica. Acima de tudo, essa resposta imune à base de β-glucana é obtida por meio de uma administração oral simples de suplemento alimentar.